Indefinido
Camila Santana
O coração palpita
As mãos por vezes tremem
Os lábios sorriem
Os olhos acompanham
A mente não para
O rosto enrubesce
Os sentidos se misturam
Os caminhos tornam-se um
O que é isso que tira do prumo
que muda o rumo
que confunde as sensações
que permite flutuar?
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
sábado, 15 de outubro de 2011
Feliz dia do Professor!
Hoje é nosso dia!! Eu tenho orgulho da profissão e do caminho que escolhi traçar, mesmo que por vezes, reclame de quão tortuoso ele é. Nesse dia, escolhi um poema que ganhei de um aluno há uns 3 anos.
São dessas coisas que nossa profissão de alimenta!
Feliz dia do Professor!
Vida Mil®
Manoel Filho
São dessas coisas que nossa profissão de alimenta!
Feliz dia do Professor!
Vida Mil®
Manoel Filho
Quem sou eu?
Quem és tu?
Quem é você?
Nessas dúvidas
Eu existo
Em mil Vidas.
Vida saudável
Vida alegre
Vida minha
Vivo por mania
Vivo por ser.
Sendo vida
Vida mil
Hoje orgulho
Amanhã humilde
Sou vida... vida mil.
Caminho na vida
Encontro vida
Saber e aprender
Encontro amigas.
Vida mil.
E nessa vida
Cantando a vida
Encontro a mestra
Com defeitos e qualidades
Encontro a ti Camila.
Vida mil... alegre
Vida mil... Humilde
Vida mil... saudável
É só alegria
Mais vida... vida mil
É ser feliz em mil vidas
Juntando e somando
Nunca dividindo... multiplicando
Seja bem vinda à vida
Em forma de Camila
Em forma de vida
Em forma de felicidade
E claro, vida e alegria.
Camila amiga
Camila feliz
Camila Professora
Sobrenome da vida
É nada mais do que
Vida Camila viva.
®
(Todos os direitos reservados ao autor. Que os cede em sua totalidade a
Mestra CAMILA SANTANA, uma vez que sem Ela não seria possível esse
momento). 01 de março de 2008.
Pró,
a vida não tem definição, têm definições. Seja qual for ela converge
para um ponto único: é feminina, inenarrável, incomensurável ou apenas
vida. Ou melhor, é uma simples dádiva divina. Portanto, é maior que
qualquer um de nós.
Axé.
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Poeminha para alguém
BOCA
Desejo
Sentir
Boca...
Tesão
Vontade
Calor
Boca...
Paixão
Pele
Amor
Boca...
Suspiro
Molhado
Pulsar
Boca...
Cheiro
Química
Gostar
Boca...
Lábios
Força
Abraçar
Boca...
Suave
Língua
Ouvir
Boca...
Beijo
Sexo
Falar
BOCA!
domingo, 9 de outubro de 2011
Sobre Música
Sabe aquelas músicas que dizem TUDO que gostaria de dizer com palavras em um momento da vida?
Pois, essa foi a minha música de sexta a noite ou sábado de manhã passados...
MÚSICA
Nosso sonho
Se perdeu no fio da vida
E eu vou embora
Sem mais feridas
Sem despedidas
Eu quero ver o mar
Eu quero ver o mar
Eu quero ver o mar
Eu quero ver o mar
Se voltar desejos
Ou se eles foram mesmo
Lembre da nossa música
Música
Se lembrar dos tempos
Dos nossos momentos
Lembre da nossa música
Música
Nossas juras de amor
Já desbotadas
Nossos beijos de outrora
Foram guardados
Nosso mais belo plano
Desperdiçado
Nossa graça e vontade
Derretem na chuva
Se voltar desejos
Ou se eles foram mesmo
Lembre da nossa música
Música
Se lembrar dos tempos
Dos nossos momentos
Lembre da nossa música
Música
Um costume de nós
Fica agarrado
As lembranças, os cheiros.
Dilacerados
Nossa bela história
Tá no passado
O amor que me tinhas
Era pouco e se acabou
Se voltar desejos
Ou se eles foram mesmo
Lembre da nossa música
Música
Se lembrar dos tempos
Dos nossos momentos
Lembre da nossa música
Música
OUVIR!
Pois, essa foi a minha música de sexta a noite ou sábado de manhã passados...
MÚSICA
Nosso sonho
Se perdeu no fio da vida
E eu vou embora
Sem mais feridas
Sem despedidas
Eu quero ver o mar
Eu quero ver o mar
Eu quero ver o mar
Eu quero ver o mar
Se voltar desejos
Ou se eles foram mesmo
Lembre da nossa música
Música
Se lembrar dos tempos
Dos nossos momentos
Lembre da nossa música
Música
Nossas juras de amor
Já desbotadas
Nossos beijos de outrora
Foram guardados
Nosso mais belo plano
Desperdiçado
Nossa graça e vontade
Derretem na chuva
Se voltar desejos
Ou se eles foram mesmo
Lembre da nossa música
Música
Se lembrar dos tempos
Dos nossos momentos
Lembre da nossa música
Música
Um costume de nós
Fica agarrado
As lembranças, os cheiros.
Dilacerados
Nossa bela história
Tá no passado
O amor que me tinhas
Era pouco e se acabou
Se voltar desejos
Ou se eles foram mesmo
Lembre da nossa música
Música
Se lembrar dos tempos
Dos nossos momentos
Lembre da nossa música
Música
OUVIR!
sábado, 8 de outubro de 2011
Sobre Institutos e Universidades
"Brasília é uma ilha, eu falo porque eu sei", já dizia Hebert Vianna lá na década de 90. Nessa época Paralamas era minha dose diária de serotonina. Colecionava todos os DVDs e ficava impressionada como eles e a Legião Urbana falavam daquele lugar, que para mim era descondecidamente curioso, com uma propriedade e um distanciamento. Coisas da minha cabeça paradoxal.
Pois bem, já no outro século, vou pela primeira vez à capital do País e me impressiono com a capacidade humano de construir e planejar uma história, um lugar. E, então, concordo com Vianna de que Brasília é uma ilha e falo porque, também sei. Mas, discordo do boiadeiro na rodoviária de Faroeste Caboclo que dizia que "neste país lugar melhor não há" e fez João de Santo Cristo trocar Salvador pela cidade de quadras e o fim, todos sabem. Mas, Brasília tem seus encantos, suas descobertas e suas peculiaridades como toda grande cidade, ainda que essa seja uma cidade inventada. Mas qual não é?
Contudo, esse post não é sobre Brasília, mas sobre uma das minhas voltas à cidade mais recentemente. Aliás, não é sobre isso (até porque já tenho o título do POST!), mas sobre as instituições de ensino e as ilhas que dentro da grande ilha Brasília as coordenam.
Volto de Brasília depois de alguns dias de trabalho na Mãe Capes, como diz Lynn alves. Sim, a Mãe Capes existe e aparentemente não é má. Se apresentou como uma mãe boazinha, carinhosa e amante do diálogo. Gostei da Mãe Capes que conheci. Fato que gostei ainda mais do Bar Devassa no Pontão Sul, mas isso é assunto para outro post.
A Mãe Capes promoveu o encontro para os coordenadores do Prodocência, um programa da mesma para a Consolidação das Licenciaturas nas Instituições de Ensino Superior. Eis o motivo de eu estar lá. Contudo, esse post nasce dai, mas não por ai. A questão não é o programa, muito menos o encontro, ambos de grande valor, mas o papel das Instituições de Ensino Superior do país. E isso nasceu das falas lá na Capes, modificadas, mas nem tanto, depois da primeira intervenção na plenária feita pela minha pessoa a favor da fatia dos Institutos Federais nesse bolo.
O fato é que durante toda história recente as Universidades foram as únicas responsáveis pela oferta de cursos superiores (de forma generalista podemos adicionar ao bolo das universidades às Faculdades e Institutos de Educação Superior). As Universidades assim foram, e ainda são, as detentoras e produtoras de saber científico e ponto! Sou filha delas. Sei de como são boas e duras mães. E até hoje assim é. Todos os louros, glórias, lamentos e problemas atribuídos apenas a elas: Senhoras Universidades!
Contudo, isso começa a mudar com a Lei 11.892 de 29 de dezembro de 2008. A 11.892/2008 estabelece a criação dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia e atribui uma árdua tarefa aos IFs: ofertar educação profissional e tecnológica nos níveis básico, superior e pós-graduação. PUTZ! Que dever difícil esse. Mas, vamos lá. Nesse novo contexto, a Lei determina que 20% dos cursos ofertados devem ser LICENCIATURAS, ou seja, foco na formação docente para educação básica, carente de professores, sobretudo da área das ciências da natureza.
Os Institutos nascem no maior estilo Benjamin Button, pois embora bebês, como todo mundo não cansa de denominar, têm uma história longa que vem desde as Escolas de Aprendizes e Artífices criadas por Nilo Peçanha no começo do século passado. Ou seja, os Institutos embora recém-nascidos já tinha uma história, uma identidade constituída e a ser reconstruída e uas vocações identificadas, mas a lei determinava que os IFs ampliassem sua arena de atuação. Vamos nós, então, instituir o foco da formação docente no contexto das antigas Escolas Agrotécnicas (no meu caso, visto que sou do IF Baiano).
E começamos a fazer tudo que antes só as Universidades faziam. Vamos fazendo tudo e mais um pouco. Pensando, criando, modificando, errando e acertando e em apenas dois anos e alguns meses já fizemos muito, acredito. Só no meu Instituto originário das Agrotécnicas e, portanto, com uma vocação agrária bem forte, já temos 5 licenciaturas, cursost tecnológicos e Bacharelados, uma Pós-Graduação Institucional e outras em parceria. Sme falar no vasto leque dos cursos profissionalizantes de nível médio e subsequente.
Bom, então, porque os Institutos ainda permanecem na sombra das Universidades? Penso que não é o caso de colocarmos hierárquias, muito menos minimizarmos a importância das Universidades no contexto do país e da Educação. Mas, "peraí", JÁ temos mais de dois anos. Existimos, pô!!
Então, precisamos ser citados, conhecidos, reconhecidos, pois também queremos uma fatia do bolo e não de forma anônima ou fake, mas assinando nosso nome.
Não, CAPES. Não, MEC. As Licenciaturas são responsabilidades das INSTITUIÇÕES DE ENSINO ( e ai tem um leque enorme) e não das UNIVERSIDADES apenas, como se repete corriqueiramente. Não é apenas uma questão semântica ou de oralidade, mas de existência, de identidade.
Existimos e queremos ser reconhecidos como tal! Instituição de Ensino que trabalha no tripé ensino-pesquisa-extensão na dimensão da verticalização nos três níveis de ensino: Básico, Superior e Pós-Graduação. E no bojo da educação estão lá as Licenciaturas. Elas consideradas pela comunidade Acadêmica e Científica o "Patinho Feio" dos Curos Superiores, mas sem as quais não haveriam professores e, sem eles, essa história toda nem teria começado.
A noss tarefa é árdua, mas os Cristãos dizem que Deus não dá um fardo maior do que um filho pode suportar. Então, acreditando na premissa Cristã, penso que temos vontade, coragem e força de fazer e queremos ser reconhecidos por isso, imagine se não queremos ser mencionados?
Começar a mudar apenas o discurso, os termos, a fala já é um caminho!
Pois bem, já no outro século, vou pela primeira vez à capital do País e me impressiono com a capacidade humano de construir e planejar uma história, um lugar. E, então, concordo com Vianna de que Brasília é uma ilha e falo porque, também sei. Mas, discordo do boiadeiro na rodoviária de Faroeste Caboclo que dizia que "neste país lugar melhor não há" e fez João de Santo Cristo trocar Salvador pela cidade de quadras e o fim, todos sabem. Mas, Brasília tem seus encantos, suas descobertas e suas peculiaridades como toda grande cidade, ainda que essa seja uma cidade inventada. Mas qual não é?
Contudo, esse post não é sobre Brasília, mas sobre uma das minhas voltas à cidade mais recentemente. Aliás, não é sobre isso (até porque já tenho o título do POST!), mas sobre as instituições de ensino e as ilhas que dentro da grande ilha Brasília as coordenam.
Volto de Brasília depois de alguns dias de trabalho na Mãe Capes, como diz Lynn alves. Sim, a Mãe Capes existe e aparentemente não é má. Se apresentou como uma mãe boazinha, carinhosa e amante do diálogo. Gostei da Mãe Capes que conheci. Fato que gostei ainda mais do Bar Devassa no Pontão Sul, mas isso é assunto para outro post.
A Mãe Capes promoveu o encontro para os coordenadores do Prodocência, um programa da mesma para a Consolidação das Licenciaturas nas Instituições de Ensino Superior. Eis o motivo de eu estar lá. Contudo, esse post nasce dai, mas não por ai. A questão não é o programa, muito menos o encontro, ambos de grande valor, mas o papel das Instituições de Ensino Superior do país. E isso nasceu das falas lá na Capes, modificadas, mas nem tanto, depois da primeira intervenção na plenária feita pela minha pessoa a favor da fatia dos Institutos Federais nesse bolo.
O fato é que durante toda história recente as Universidades foram as únicas responsáveis pela oferta de cursos superiores (de forma generalista podemos adicionar ao bolo das universidades às Faculdades e Institutos de Educação Superior). As Universidades assim foram, e ainda são, as detentoras e produtoras de saber científico e ponto! Sou filha delas. Sei de como são boas e duras mães. E até hoje assim é. Todos os louros, glórias, lamentos e problemas atribuídos apenas a elas: Senhoras Universidades!
Contudo, isso começa a mudar com a Lei 11.892 de 29 de dezembro de 2008. A 11.892/2008 estabelece a criação dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia e atribui uma árdua tarefa aos IFs: ofertar educação profissional e tecnológica nos níveis básico, superior e pós-graduação. PUTZ! Que dever difícil esse. Mas, vamos lá. Nesse novo contexto, a Lei determina que 20% dos cursos ofertados devem ser LICENCIATURAS, ou seja, foco na formação docente para educação básica, carente de professores, sobretudo da área das ciências da natureza.
Os Institutos nascem no maior estilo Benjamin Button, pois embora bebês, como todo mundo não cansa de denominar, têm uma história longa que vem desde as Escolas de Aprendizes e Artífices criadas por Nilo Peçanha no começo do século passado. Ou seja, os Institutos embora recém-nascidos já tinha uma história, uma identidade constituída e a ser reconstruída e uas vocações identificadas, mas a lei determinava que os IFs ampliassem sua arena de atuação. Vamos nós, então, instituir o foco da formação docente no contexto das antigas Escolas Agrotécnicas (no meu caso, visto que sou do IF Baiano).
E começamos a fazer tudo que antes só as Universidades faziam. Vamos fazendo tudo e mais um pouco. Pensando, criando, modificando, errando e acertando e em apenas dois anos e alguns meses já fizemos muito, acredito. Só no meu Instituto originário das Agrotécnicas e, portanto, com uma vocação agrária bem forte, já temos 5 licenciaturas, cursost tecnológicos e Bacharelados, uma Pós-Graduação Institucional e outras em parceria. Sme falar no vasto leque dos cursos profissionalizantes de nível médio e subsequente.
Bom, então, porque os Institutos ainda permanecem na sombra das Universidades? Penso que não é o caso de colocarmos hierárquias, muito menos minimizarmos a importância das Universidades no contexto do país e da Educação. Mas, "peraí", JÁ temos mais de dois anos. Existimos, pô!!
Então, precisamos ser citados, conhecidos, reconhecidos, pois também queremos uma fatia do bolo e não de forma anônima ou fake, mas assinando nosso nome.
Não, CAPES. Não, MEC. As Licenciaturas são responsabilidades das INSTITUIÇÕES DE ENSINO ( e ai tem um leque enorme) e não das UNIVERSIDADES apenas, como se repete corriqueiramente. Não é apenas uma questão semântica ou de oralidade, mas de existência, de identidade.
Existimos e queremos ser reconhecidos como tal! Instituição de Ensino que trabalha no tripé ensino-pesquisa-extensão na dimensão da verticalização nos três níveis de ensino: Básico, Superior e Pós-Graduação. E no bojo da educação estão lá as Licenciaturas. Elas consideradas pela comunidade Acadêmica e Científica o "Patinho Feio" dos Curos Superiores, mas sem as quais não haveriam professores e, sem eles, essa história toda nem teria começado.
A noss tarefa é árdua, mas os Cristãos dizem que Deus não dá um fardo maior do que um filho pode suportar. Então, acreditando na premissa Cristã, penso que temos vontade, coragem e força de fazer e queremos ser reconhecidos por isso, imagine se não queremos ser mencionados?
Começar a mudar apenas o discurso, os termos, a fala já é um caminho!
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Sem castigo
SEM CASTIGO
(Lande Onawale)
eu te quero porque quero
isto é uma ameaça
um perdão
uma promessa e uma visão
uma súplica
um pedido
um plano e um crime sem castigo...
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Tinha
Tinha um tempo em que acordava cedo nas férias para assistir Smurfs e comer nescau com leite.
Tinha um tempo em que tudo que queria era andar de bicicleta com os amigos até aprender a fazer as mais altas manobras.
Tinha um tempo em que meu maior objetivo era treinar para ser campeã de "elástico" na rua em que morava.
Tinha um tempo em que chocolate com refrigerante podiam ser meu almoço na escola.
Tinha um tempo em que para dirigir bastava que tivesse um disco nas mãos.
Tinha um tempo em que minha pilha de leituras eram os gibis da Turma da Mônica que chegavam pelo correio.
Tinha um tempo em que o máximo de raiva que sentia era quando meu irmão pegava o controle da TV e mudava o canal.
Tinha um tempo em que dormir mais tarde significava assistir a novela das oito.
Tinha um tempo em que minhas economias tinham objetivo de comprar aquela minissaia na vitrine.
Tinha um tempo em que beijo na boca era o máximo de proibido que eu conseguia pensar.
Tinha um tempo em que fita k7 era o limite de armazenamento da minha felicidade.
Tinha um tempo em que teclar F3 significava mexer a tartaruguinha na tela do computador e era a interação macro que eu estabelecia com a máquina.
Tinha um tempo em que o dedo no REC esperava tocar a música favorita no rádio.
Tinha um tempo em que esperava por Curtindo a Vida Adoidado e OS Goonies na Sessão da Tarde.
Tinha um tempo em que campeonato de baleado era minha Copa do Mundo.
Tinha um tempo em que a Paralela era um universo em descoberta.
Tinha um tempo em que emagrecer era perder uns gramas e deixar a calça bem apertada.
Tinha um tempo em que Legião Urbana e Red Hot Chili Peppers eram minhas doses diária de adrenalina.
Tinha um tempo em que minha maior perversidade era comer o recheio do biscoito alheio.
Tinha um tempo em que o carnaval era minha brincadeira favorita.
Tinha um tempo e esse tempo passou.
As memórias, contudo, parecem ser superiores ao tempo que passa.
Tinha um tempo em que tudo que queria era andar de bicicleta com os amigos até aprender a fazer as mais altas manobras.
Tinha um tempo em que meu maior objetivo era treinar para ser campeã de "elástico" na rua em que morava.
Tinha um tempo em que chocolate com refrigerante podiam ser meu almoço na escola.
Tinha um tempo em que para dirigir bastava que tivesse um disco nas mãos.
Tinha um tempo em que minha pilha de leituras eram os gibis da Turma da Mônica que chegavam pelo correio.
Tinha um tempo em que o máximo de raiva que sentia era quando meu irmão pegava o controle da TV e mudava o canal.
Tinha um tempo em que dormir mais tarde significava assistir a novela das oito.
Tinha um tempo em que minhas economias tinham objetivo de comprar aquela minissaia na vitrine.
Tinha um tempo em que beijo na boca era o máximo de proibido que eu conseguia pensar.
Tinha um tempo em que fita k7 era o limite de armazenamento da minha felicidade.
Tinha um tempo em que teclar F3 significava mexer a tartaruguinha na tela do computador e era a interação macro que eu estabelecia com a máquina.
Tinha um tempo em que o dedo no REC esperava tocar a música favorita no rádio.
Tinha um tempo em que esperava por Curtindo a Vida Adoidado e OS Goonies na Sessão da Tarde.
Tinha um tempo em que campeonato de baleado era minha Copa do Mundo.
Tinha um tempo em que a Paralela era um universo em descoberta.
Tinha um tempo em que emagrecer era perder uns gramas e deixar a calça bem apertada.
Tinha um tempo em que Legião Urbana e Red Hot Chili Peppers eram minhas doses diária de adrenalina.
Tinha um tempo em que minha maior perversidade era comer o recheio do biscoito alheio.
Tinha um tempo em que o carnaval era minha brincadeira favorita.
Tinha um tempo e esse tempo passou.
As memórias, contudo, parecem ser superiores ao tempo que passa.
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
"Resistir, ser plural. Repartir o acúmulo"
Minhas últimas impressões diante
da vida têm sido como disco arranhado para meus amigos, e consiste
na constatação de que uma vida é muito pouco para tudo que a vida
merece.
Ando dizendo também que deve ser a
crise dos 30, o que me remete a outra constatação: sim, ela existe.
Muito provavelmente isso tudo, no
meu inconsciente consciente, está relacionado ao fato de resistir
aos obstáculos e de querer ser plural, repartindo o que acumulamos
ao longo dos anos. Fernando Anitelli e Daniel Santiago falam disso
brilhantemente em Da entrega.
Apoderar-se de si/Recombinando
atos/Não sou quem estou aqui! Sou o instante...passo
Tenho pensado que se chega em um
momento da vida em que o sujeito começa a tomar as rédeas da
bendita, não tentando segurar o tempo, mas ressignificando seu
pensar, redimensionando suas ações e refletindo que não somos só
aquele aqui e agora, somos efêmeros, instantâneos e nisso, a vida
- a danada - vai passando.
É nesse movimento que penso na
entrega. Entrega à vida.
Apoderar-se de si/Remediando
passos! Convergir no olhar nosso brio e fúria/Conceber,
conservar...a aguerrida entrega!
Tomar ciência de si, revendo os
caminhos e traçando novas trilhas é uma tarefa que requer entender,
assegurar, mas também violentamente se entregar ao novo e ao
diferente, ou o mesmo igual. Se pensarmos que o ontem, o agora e o
depois são a mesma coisa, como repete incansavelmente Anitelli,
perceberemos o quanto de nada sabemos e o quanto o planejar pode nos
trazer tantas surpresas. O quanto a entrega é necessária para a
vivência da vida, pois ela - a danada da vida - não merece ser
contemplada, mas vivida. O tempo de contemplação engole o tempo da
ação e como disse aqui,
o tempo não para e nem espera
Nesse nosso desbravar, emanemo-nos
amor!/Até quando suceder de silenciar...O que nos trouxe até aqui!
Nada melhor virá!
Ser um bandeirante da danadinha
parece ser uma condição em busca de evitar as crises, que podem ser
dos 30, dos 20, dos 50. Esse desbravamento, não tem jeito de ser
melhor se não for embebido de amor. Mas, sobretudo, amor por eles: a
vida danada, o tempo arteiro. Esse primeiro emanar de amor é
condição para todos os outros amores que surgem e surgirão. E como
surgem!
Apoderar-se de si/Remediando
passos!
Um viva ao ser múltiplo e plural
que somos e vamos descobrindo suas facetas ao longo do passar do
tempo, mesmo que isso gere crise. No meu caso, crise dos 30, talvez.
* Trechos em destaque da canção
Da entrega de Daniel Santiago e Fernando Anitelli gravada pelo O
teatro Mágico, meu eterno vício.
Etiquetas
Tempo; Pluralidade; O Teatro Mágico
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Tudo que eu gosto
Amigos, água gelada, alegria, amar
Brigadeiro de colher, beijo na boca, balão, brincar
Chocolate, carnaval, cinema, cantar
Dia de sol, dinheiro na conta, dormir, dançar
Escritos, entardecer, elástico na infância, encontrar
Família, férias, fim de semana, fantasiar
Games, ganache, gestação, gargalhar
Humor, homem, hoje, historiar
Irmandade, internet, inverno, imaginar
Janeiro, jantar a dois, jeans, jogar
Livros, loucura, liberdade, lar doce lar,
Música, melancia, mãe, mar
Namoro, nadar, noite, navegar
Otimismo, outono, orquídea, olhar
Pai, praia, primavera, postar
Queijo coalho, querer, quadrinhos, "quietar"
Rock, recadinho, rubronegro,"romancear"
Sexo, sexta-feira, saudade, sambar
Teatro, tesão, time do coração, trabalhar
Uva, união, ubiquidade, universalizar
Verão, Vitória, verdade, viajar
Xilogravura, xadrez, xará, xeretar
Zodíaco, zabumba, zanzar, zapear.
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Sobre o tempo
O tempo é uma coisa esquisita, escorregadia e deliciosamente traiçoeira. Isso tudo porque ele passa e passa nos fazendo acreditar que ele não irá passar tão depressa. Engano, passa. Certeza, é uma delícia.
Cazuza já dizia que ele, o tempo, não para. Meu pai, que pouco tem de poeta, mas tem muito de filósofo, não cansou de me dizer que além de não parar, o tempo não espera. Não espera na esquina, na próxima rua, no parque mais próximo. Ele simplesmente corre rápido. Quantas vezes meu pai tentou me ensinar a aproveitar o que o tempo tinha de bom e o quão interessante era viver as coisas ao seu tempo? Uma contradição...Mas o que é a vida senão um punhado de contradições?
O tempo vai levando nossas vivências, nossas escolhas e, muitas vezes, não vivemos direito tudo que queremos com medo de que ele ande rápido demais. Outras vezes, não vivemos e, por vezes, vivemos demasiadamente de forma intensa. E ele sempre anda, ele sempre passa, deixando e apagando memórias.
O interessante é o que o tempo e sua rapidez fazem da memória um elemento gostoso para dimensioná-lo. Como é gostoso relembra, reviver, "retemporar".
Retemporar é voltar no tempo e sentir os gostos, os cheiros, as vontades, as dores, ainda que em lembrança, em memória. Retemporar é uma invenção minha para tentar segurar um pouquinho o tempo, pedir para ele me esperar. É desacelerar.
"Tempo, tempo, tempo, mano velho...seja legal, conto contigo".
Assinar:
Postagens (Atom)