sexta-feira, 1 de abril de 2011

Hoje é dia de Maria!

Todo mundo tem uma Maria na vida...
Uma amiga, uma babá, uma professora, uma tia, uma mãe...
Eu não sou diferente.
Na minha vida tem uma Maria!
E a minha Maria é muito especial.
Tem gosto de bolo com calda especial de chocolate;
Tem cheiro de lavanda floral;
Tem toque da textura do saber;
Tem cabelinho branquinho e levinho como algodão;
Tem o melhor abraço do mundo
e a voz do tempo.
É simples e firme, doce e forte;
Minha Maria tem memórias e histórias
de se ouvir com sorriso nos lábios;
Tem a fé maior do mundo
e as lutas marcadas no rosto;
Minha Maria tem força, raça, manha, graça
e teve gana e sonho sempre.
Trouxe no corpo marcas que lhe misturam dor e alegria.
É o som, é a cor, é o suor,
É a dose mais forte e lenta,
já dizia o poeta.
Minha Maria é real, mas um mito.
Sou feliz por ser dela e ela ser um pouco minha.
Quem traz na pele essa marca
possui a estranha mania de ter fé na vida....
Minha Maria, minha vó
Há 98 anos todo dia primeiro de abril é Dia de Maria!

Parabéns, vó!!

terça-feira, 29 de março de 2011

SOCORRO!

Segunda-Feira, dia 28 de março de 2011, meu filho, Mateus Lima Santana Freitas de 11 anos foi agredido durante a aula de Educação Física por seis colegas da mesma turma e mesma faixa etária na escola onde estuda - Fundação Baiana de Engenharia no Imbuí.
Era início da aula de Educação Física e o professor ainda não havia chegado à quadra. Ou seja, os alunos do 6º ano B, estavam sozinhos.
Meu filho brincava na trave de futebol quando ficou preso na rede. Imediatamente um colega, que por ser menor não é possível divulgar o nome, se dirigiu à ele dizendo: “É mole, é mole. Ficou preso!” E começou a agredi-lo. Outros cinco colegas que presenciaram o ocorrido, no lugar de se posicionar contrários à situação, juntaram-se ao primeiro agressor e deram socos, pontapés, chutes em Mateus, que permanecia preso à rede da trave sem conseguir se defender ou soltar-se.
Não estavam eles na rua, na periferia, na escola pública, no meio de uma briga, nem em qualquer outro espaço que muitas pessoas usam para justificar a violência e a insegurança. Meu filho era linchado pelos colegas de turma em pleno horário de aula dentro de uma escola particular de bairro de classe média. Isso não minimiza nem amplia o fato. É agressão do mesmo modo.
Após o espancamento, os agressores, subiram num palco e em voz alta o chamavam de “otário que não bate em ninguém”.
Ao consegui soltar-se, ele chorando, com raiva, parte correndo para cima dos agressores, alcança dois deles, quando o professor de Educação Física chega e o surpreende ‘agredindo o colega’. Vão os três para direção. Os outros, responsáveis também pelo linchamento permanecem na aula.
Ele conta o ocorrido à coordenação e os dois dos colegas que o agrediram confirmam a versão dos fatos. E a escola? Nada. Nem uma comunicação à família, nem um primeiro atendimento já que Mateus havia levado muita pancada. Minimizou. Era uma “brincadeira de pré-adolescentes”.
Sou informado do ocorrido pelo próprio Mateus que reclama de dores no corpo e de cabeça. Resolvo levá-lo ao hospital, visto que, aquilo que não está aparentemente visível pode se configurar em algo bem grave internamente, muitas vezes.
Chegando á emergência ortopédica da SOMED, após alguns exames locais e radiografias, o médio identifica que há escoriações na cervical e prescreve antiinflamatório e o colar cervical imobilizador. Uso contínuo por cinco dias. E tudo era só uma brincadeira...
Procuro a escola cheia de indignação, questionamento e ódio. Sim, seria hipócrita se não dissesse que meu sentimento era de dor junto com meu filho e ódio dos agressores, dos seus pais e da escola. Sim, pois a violência não é um fenômeno simples, mas complexo. É composta de muitas variáveis, mas se fortalece às vezes, apenas por algumas. Mas, mais que ódio eu queria ação e respostas:
  1. Por que uma turma de garotos de 11 anos fica por um tempo sem nenhum adulto por perto acompanhando?
  2. Por que eu, responsável pelo garoto agredido, não fui informada, notificada pela escola do fato e convidada a ir à escola para uma conversa sobre o fato?
  3. Mesmo após a confusão, com sangue quente e sem ter reclamado de dores, por que a escola não deu os primeiros socorros ao meu filho? Ou mesmo, ligou imediatamente ao responsável, anunciando o fato e solicitando encaminhamento médico?
  4. Por que os pais dos agressores, assim como eu, não estavam lá no dia seguinte ao ocorrido para serem notificados, chamados à atenção e serem informados das medidas corretivas ou punitivas, como queiram chamar?
  5. Por que não houve nenhum tipo de punição para os alunos num caso de agressão gratuita e tão covarde?
  6. Qual ação preventiva a escola pode tomar para que situações semelhantes não aconteçam?
  7. Como os responsáveis dos agressores agem e reagem em situações como essas?

São muitas as questões e as indignações. A escola garantiu que os pais seriam chamados e que haveria uma conversa. É pouco. Muito pouco!
Foram só escoriações. Falo só, pois poderia ser pior: um chute nos olhos que afetasse a visão, uma pancada maior que implicasse em comprometimento da coluna ou vértebra que perfurasse um órgão, ou fatal, se a cabeça tivesse sofrido algum tipo de trauma. Não era só brincadeira. Aliás, não era brincadeira. Brincadeira de bater pode ser feita no videogame, onde é possível realizar catarse das emoções contidas sem machucar ninguém. Essas crianças precisam ser punidas, não com agressão de nenhuma ordem, mas por meio de ações educativas e orientações dos pais.
Após a minha visita, a coordenadora dirigiu-se à turma para falar da violência. Nenhum pedido de desculpas. Aliás, um dos agressores, vangloriava-se nos corredores de ter batido tão forte que Mateus estava com o pescoço machucado (não sabendo ele que era a cervical).
Minimizar os fatos, tratar todos de forma banal e normal são males da Educação. Não sei se foi esse o caso. Afinal, espero ainda ações da escola. Nossas   instituições de ensino estão cheias de violência em todas as esferas. Não há escala para violência, em minha opinião. Agressão é agressão e tem que ser punida como tal.
Garotos que se juntam para agredir um colega, um companheiro de turma e sentem prazer com isso, não são diferentes dos que agrediram mendigo em São Paulo ou tocaram fogo no índio em Brasília. São apenas, ainda, garotos e covardes.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Meu Mateus

Em 03 de agosto de 2006 publiquei um post aqui parabenizando meu filhote e esperando que um dia ele pudesse ler. Falo isso lá, inclusive.
Esse dia é hoje. Ele resolveu criar um blog dele e futucou vários, apresentei os meus e ele leu o post.
O melhr é que tudo que falei dele é igualzinho. Continua sendo o mesmo garoto especial.
Filho, te amo!
Boa iniciativa. Continue melhorando. Acessem os primeiros passos do meu pequeninho http://boladosport.blogspot.com Não dei nenhum palpite, tudo iniciativa dele, ainda no início.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Sobre riso, pessoas e academia

12 de agosto é dia da Revolta de Búzios. Era para ser uma data forte na Bahia. Passa despercebido. Meu eterno Grupo de Pesquisa, o Comunidades Virtuais, falou dele em linguagem de Games, mas talvez nem tanta gente sabe o que foi. Durante meus seis anos de professora da rede municipal de Salvador, a data era quase uma obrigação histórica, esquecida durante o ano e renascida das cinzas no mês de agosto. Mas não é sobre isso esse texto, post, essa conversa. Ou talvez seja...
Dia 12 de agosto, especialmente o de 2010, foi quando recomeçou o semestre de aulas regulares do doutorado na FACED/UFBA. Seria mais um dia, mas na minha vida acadêmica, nenhum primeiro dia é apenas um dia. E tem sido assim, curiosamente, desde que me entendo por ser aprendente. Não foi diferente dessa vez.
Era uma disciplina pela qual tinha brigado pela vaga. Brigado no sentido literal do termo, contudo, felizmente ou infelizmente, sem ir às vias de fato.Confesso que brigado muito mais pelo dia e horário dessa turma do que por qualquer outra coisa, mas confesso que devia ser a tal da Conspiração Universal que tanta gente fala. Há de ser, como diz Vercilo.
A aula começava às 8h, mas obviamente que, mesmo saindo de casa às 7h, se é preciso enfrentar boa parte da Av. Paralela, significa que a saída já está atrasada. Chego às 8h30. A sala lotada de rostos conhecidos, recém colega de trabalho, a vibrante Hildonice; Sandra Nívea, a espetacular militante e das mulheres mais mulheres que já vi; minhas companheiras GECianas, Maristela, a responsável pelas dicas tecnológicas e Salete de cabelo novíssimo; e Sérgio, queridíssimo, mesmo que talvez sem saber. Os outros colegas eram rostos desconhecidos conhecidos. No topo da mesa, lá na cabeceira, lugar de gente importante, ela: a professora.
A aula, ou melhor, o ENCONTRO, como EXIGIU que chamassemos os momentos destinados à Projeto de Tese II, começava com os seguintes versos: Andei buscando esse dia/ pelos humildes caminhos/onde se escondem as coisas/que trazem felicidade:/os amuletos dos grilos/e os trevos de quatro folhas.../Só achei flor de saudade. Ah! Cecília! Uma das minhas preferidas, tem gosto de infância....
Imediatamente a pressa, as rugas da testa, a sensação de 'o que será que vai ser essa disciplina', deram lugar ao riso, palavra que minha 'professora' gosta muito, tanto que a insere em uma disciplina chamada O Riso no Currículo. Penso: Se começou com Cecília, já gostei.
Ela, a professora, achou pouco, trouxe Paulo Mendes Campos, sem falar em Chico, Drummond e tantos outros que passeavam com suas palavras. Esqueci da 'ementa oficial' e pensei: vou deleitar-me às quintas pela manhã. Entre Bakhtin, Netto Machado, Osório Marques, flanavam as canções, os poemas, as datas e os olhares.
Falávamos pouco de nós, embebecidos com seus relatos, experiências, dicas, alívio, 'paciência e não apressamento'. Faziámos trincas até com quem não estava, tamanha a certeza de que tudo daria certo e tamanha a ciência das reciprocidades que construímos. Entre uma fala, um texto, uma leitura, uma imagem, um sorriso, falava-se dos 'encarnados e desencarnados', dos presentes e ausentes. O ausente mor: Tico, Luis Felipe Serpa. Se não conhecia Tico, conheço seu nome, sobretudo, o sobrenome de longa data. Um sobrenome que diz apenas no soar e juntar das letras.
Cida, a qual ainda não havia citado, mas que chamava atenção pelo belo vermelho que vestia e colocava nas orelhas, pergunta:
 -Serpa de...'Serpa'?
Um sonoro  'é', meio que óbivo ecoa. E ela continua.
- Ouvi falar muito do professor Serpa e li coisas dele. Ele é fantástico.
Todos nós, concordavamos com as falas de Cida. E de tanto falar da ausência previamente avisada de Tico, ela junta o Tico e o Teco (mas não o mesmo Tico), quase dando curto e pergunta a professora que já havia an passant (palavra que Claudia já havia usado) falado da perda do marido:
- Serpa era o seu marido?
Um riso cúmplice ao  'não' da Marynha (como os mais íntimos chamam minha nova professora) soou-se e Cida, separando o Tico e Teco, diz:
-Ah!! Pensei...
- Não!! Imagina! Sou Arapiraca, de José Arapiraca - dizia Maryíssima, como diz minha espivitada amiga Luciene.
- Teve muitas mulheres, né, Marynha? Mas você não foi uma delas - disse Hil.
- Nãooo! Imagina!! Continuava ela...
E eu que pensava, 'como ela preserva a memória do marido e do próprio Serpa', a ouvi continuar:
- De jeito nenhum, ele era muito velho prá mim.
Riso geral.
Que bom que, talvez inspirada pelos militantes da Revolta do dia 12, briguei para estar nesta turma. Que bom ter conhecido o blog de Mary, que bom fazer parte deste grupo.

E foi assim, tal qual Búzios, que se fez a Revolução no meu pensar os Encontros do Doutorado. Que maravilha é ter junto às Cecílias, Clarices, Anas Maria, uma Maryssima, Arapiraca, obviamente!

quarta-feira, 26 de maio de 2010

?!

Flavanava por ai, meio desolada. Confusa talvez. Ansiosa certamente. Sentimentos misturados e sem certezas claras e aparentes.
Queria digirir, sai rodando por ai. Deparei-me com o medo, que me congela os desejos, as vontades, as necessidades.
Precisava terminar tarefas. Não tinha ânimo.
Desejava comer algo, bem saboroso. Estava sem forças.
Esse eu temeroso, duvidoso, desanimado, fraco, suplicava por mudanças IMEDIATAS.
Elas não chegaram.
Recomecei.

sábado, 2 de janeiro de 2010

a lua



A primeira lua da segunda década do terceiro milênio. LINDA!

Lua de São Jorge
                                      Caetano Veloso

lua de são jorge
lua deslumbrante
azul verdejante
cauda de pavão
lua de são jorge
cheia branca inteira
oh minha bandeira
solta na amplidão
lua de são jorge
lua brasileira
lua do meu coração
lua de são jorge
lua maravilha
mãe, irmã e filha
de todo esplendor
lua de são jorge
brilha nos altares
brilha nos lugares
onde estou e vou
lua de são jorge
brilha sobre os mares
brilha sobre o meu amor
lua de são jorge
lua soberana
nobre porcelana
sobre a seda azul
lua de são jorge
lua da alegria
não se vê o dia
claro como tu
lua de são jorge
serás minha guia
no brasil de norte a sul

Será que o ano será novo?

Então, é 2010!
Ano que começa comigo doutoranda :-) e com problema de saúde com a pessoa que mais amo no mundo (Mateus não conta pq é or concour): minha mãe Ou seja, um ano já começa tenso, mas eu tô sentindo que ele será especial.
Só pedi uma coisa na virada: saúde para quem mais amo. Espero ter sabedoria e aprender bastante em 2010 também e cumprir todas as promessas que faço. Este ano anotei tudinho, lacrei e no fim de 2010 vou verificar o saldo.
O que desejo para 2010? Que ele seja tudo aquilo que vem prometendo ser. É o primeiro ano da segunda década do terceiro milênio, ou seja, começo de um novo ciclo. Vamos ver :-)

sábado, 5 de dezembro de 2009

Sobre doutorados, pesquisa e ansiedade

Três palavras que venho proferindo muito ultimamente: doutorado, pesquisa e ansiedade.
Alguns eventos e pós finalização de mestrado (mesmo tendo comemorado aniversário de 1 ano), o que se ouve perguntar é: - O que andas pesquisando? Qual teu objeto de pesquisa?
Não é de se estranhar que alguém que conclua o mestrado, queira partir para o doutorado, pela segunda vez, no meu caso. Em 2009, recém-defendida, tentei a seleção da UFBA. Fui até a entrevista e não selecionada, talvez por falta de vaga, talvez por ter dado pouco salto da pesquisa de mestrado.
Enfim, eis que em 2010 a saga retorna. Cheguei até a entrevista, novamente no Grupo de Educação e Comunicação - GEC, na UFBA. Filha da UNEB, aventurar-me na UFBA é sempre uma ansiedade.Por vários motivos: pelos mitos, pelo desconhecido, pelo certo orgulho de ter passado algumas fases...
Deste modo, até dia 10 dez, provável data do resultado, a ansiedade permanecerá comigo. Pós dia 10, o meu desejo é estar no doutorado, continuando minha pesquisa.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Quase uma gestação!

Depois de quase nove meses gestando (várias coisas), eis que ressucito o blog por dois motivos: 1. Alguns amigos reclamaram do abandono e eu sempre com muitas desculpas. 2. Cheguei hoje do III Simpósio da Abciber e, sem uma câmera na mão, mas com muitas ideias na cabeça.
Não aproveitei muito o evento, pois tive que voltar a Salvador correndo para resolver uma pendência (e não consegui). Assim, só fiquei ontem em Sampa. Fui sozinha e sem tribo, confesso, fiquei meio deslocada. Esperei Alex Primo que por e-mail me avisou que estava desejoso em ver minha apresentação, mas ele não apareceu. Fui olhar a programação e a mesa dele, que eu havia marcado na programação para assistir, aconteceu no mesmo momento que o meu GT. Não havia percebido. Não vi o Alex, assim como não vi a Adriana Amaral. Queria falar-lhe pessoalmente.
A programação estava bem extensa e não consegui ver quase nada do que queria, por conta dos horários chocando. Acho que é algo que deve ser pensado para os eventos. Se a idéia é ampliar a grade, é necessário ampliar os dias também. Senão, sempre fica a sensação de que não deu para experimentar tudo.
Gostei bastante da palestra de Ollivier Dyens pela manhã, sobretudo, pelo bom humor com que tratou a tempatica. Gostei também do meu GT, da mediação, e dos trabalhos, principalmente do da Marina da UFPB sobre a cibersocialidade no Orkut.
Ontem ainda peguei uma pontinha do Coquetel que aconteceu no 9º andar da ESPM evi uma São Paulo de cima, pena que chuvosa. Estava preparando-me para belas fotos.
Comprei alguns poucos livros e aproveitei para comer pizza na pedra no Bar Brahma :-)
Não fui à 25, programa indispensável em terras paulistanas e nem ao Museu da Língua Poortuguesa, tinha prometido a mim mesma que iria.
Mas valeu pelas mais de 30 horas passadas em Sampa, pois lá sempre "alguma coisa acontece no meu coração".
Assim, promessa de revitalizar o blog e atualizar este espaço garantida de ser cumprida.

domingo, 1 de março de 2009

...

Eu nunca tive anos tão turbulentos. A última foi um acidente com meu maridão.
Não sei no que me apegar. Acho necessários, algumas vezes...Tolice, outras.
Preciso acertar o caminho...